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Onaldo Queiroga

Coluna Crônicas por Onaldo Queiroga

Onaldo Queiroga é pombalense - Juiz da 5ª Vara Cível da Capital - Escritor de vários livros. CONTATOS: onaldoqueiroga@oi.com.br



  • NOVA CRÔNICA: "A Páscoa"

    Publicado em Apr 17, 2014

    A semana santa tem início solenemente no Domingo de Ramos, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém para comemorar a Páscoa Judaica. Na segunda-feira, rememoramos a prisão de Jesus.

    Na terça-feira, são lembradas as sete dores de Nossa Senhora. Dia de penitencias, onde os cristãos costumam pagar promessas. É o dia do encontro de Jesus e Maria no Caminho do Calvário.

    A quarta-feira, é o dia a piedosa procissão marcada pelo encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Na quinta-feira, pela manhã ocorre a celebração do crisma, ocasião em que são abençoados os óleos que serão usados no sacramento do batismo, crisma e unção dos enfermos.

    A noite é dedicada para se relembrar os três gestos de Jesus quando da Última Ceia: A Eucaristia, o Lava-pés e a instituição do sacerdócio. Na sexta-feira, a Igreja recorda a morte de Jesus e celebrada de forma solene a Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz.

    Já o sábado, os cristãos aguardam a ressurreição de Jesus. O Domingo de Páscoa constitui o dia mais importante para a fé cristã, data da ressurreição de Jesus, onde Ele vence a morte para mostrar o valor da vida.

    Por isso, a Páscoa significa passagem, celebração importante da Igreja Cristã, onde se comemora a Ressurreição de Jesus Cristo. Contudo, é bom esclarecer que Páscoa é comemorada em diversos países e, existem alguns símbolos que foram ao longo do tempo incorporados a Páscoa.

    Um deles é o coelho. Esse animal passou a ser símbolo, tendo em vista que em tempos idos, no hemisfério norte, a celebração da Páscoa ocorria no fim do período de inverso e começo da primavera, momento em que os coelhos apareciam nos campos com seus filhotes, pois era tempo da fertilidade.

    Já outro símbolo bem conhecido é o ovo, que representa o início da vida, por isso, desde da antiguidade era costume dos povos do velho mundo, no período da Páscoa, presentear amigos com ovos, no intuito de desejar felicidade na vida.

    Mas, atualmente vislumbra-se um apego maior voltado para os símbolos, tanto para o coelho, como principalmente para os ovos de Páscoa. Estes ganharam um incremento, o chocolate que, os tornaram um produto altamente comercial que alavanca e movimenta inúmeros empregos, como proporciona lucratividade para a indústria e para aqueles que lidam com as vendas desse produto.

    Outro ponto que nos chama atenção é que o feriadão da Semana Santa também vem servindo para que ocorra um incremento maior do turismo, tanto no âmbito interno, como para o exterior.

    Com isso, o lado religioso muitas vezes fica esquecido. A humanidade precisa se voltar mais para Deus. O coelho e ovo são símbolos importantes. Mas, o homem deve refletir a importância dos Ensinamentos deixados por Jesus, Esse sim, caminho para a paz e o amor.


  • "Insaciáveis"

    Publicado em Dec 4, 2014

    Há no seio da humanidade um toque incompreensível de insaciabilidade e insatisfação. O homem sempre procura a felicidade, às vezes convive com ela, mas, só percebe sua existência quando deixa escapá-la.

    Oscar Wilde era categórico em dizer: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Já Ismael Domingos expressa que: “O início de uma revolução é dada por insatisfação, porque somente os insatisfeitos causam revoluções”.

    Esses penamentos demonstram que realmente o homem em determinados momentos de sua existência, diante da conjuntura econômica social que beneficiava os governantes e empobrecia ainda mais o povo, então, impulsinado pela insatisfação promovera revoluções que mudaram o curso da própria história humana. Contudo, há uma outra face da insatisfação.

    Trata-se daquela que, de certa forma se entrelaça com insaciabilidade. Hoje presenciamos o homem como um ser que jamais mostra-se satisfeito com o quem tem, mesmo quando o que possui já suficiente para viver feliz.

    Um texto judáico nos ensina que: A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem. Verdade. O homem do século XXI apresenta-se insaciável. Descarta aquilo que tem, sempre em busca de algo maior.

    Não compreende que o excesso é difícil de segurar em nossas mãos. Para justificar seu proceder, traz consigo a inaceitável desculpa de se julgar “injustiçado”. Costumamos pensar que merecem sempre alcançar os sonhos almejados. Que devem sempre ser os escolhidos para obterem as vitórias.

    É a cultura de que tudo cai do céu e de que tudo é fácil. Aliás, para essa gente a alegria dos outros incomoda; que o sucesso do amigo faz surgir no coração a inveja. O egoísmo impulsiona o olhar da vaidade, por isso, se busca enxergar sempre os defeitos dos semelhantes, esquecendo-se de olhar para si mesmo.

    Deste mundo nada se leva. Mesmo assim, o homem não entende que a fecilidade não reside no castelo da abundância material. Esse estado de espírito tem sua essência não no palpável, mas sim no coração de cada um de nós.

    O sonho muitas vezes é inalcançável. Sabemos disso, contudo, preferimos insistir no erro, na busca de algo que jamais alcançaremos. O sonho também tem seus limites. É preciso equilíbrio, respeitar os limites, pois se assim não for, o homem termina por mergulhar no rio da infelicidade.

    Somos passageiros de uma civilização que se intitula moderna, mas não consegue praticar a solidariedade. Parece que o mais precioso diamante do planeta seria insuficiente para saciar a insatisfação do homem. Que Deus olhe pela humanidade.


  • “Boa noite Malásia”

    Publicado em Jul 4, 2014

    Oito de março, dia dedicado a mulher. O vôo MH 370 saiu do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia com destino a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo. Menos de uma hora de vôo, por volta de uma hora e dezenove minutos, horário da Malásia, o comandante da aeronave dirigiu-se à torre de controle, dizendo: "Boa noite, Malaysia três sete zero".

    Uma frase normal do cotidiano de um piloto. Mas, a partir dali começaria um mistério que até o momento intriga o mundo. Fora o derradeiro contado do 370. Inexplicavelmente, o avião desapareceu.

    Como compreender esse sumiço? Vivemos no século XXI, tempo da alta tecnologia, com satélites e radares que são capazes de buscar a localização exata de veículos, navios e aviões em qualquer lugar desse planeta.

    Como pode um avião sumir das telas dos radares e ninguém saber para onde ele foi? Passado todo esse tempo, com investigações da vida dos pilotos, passageiros, hipóteses de sequestro, terrorismo, ato suicida, buscas envolvendo uma área de 221 mil quilômetros quadrados com ajuda de vários países do mundo, com a utilização de aviões, navios, submarinos e satélites e até agora nada de concreto para responder sobre o 370.

    Não há como entender por que o transpônder fora desligado. Aliás, não seria lógico que houvesse uma trava para não permitir o desligamento desse equipamento, principalmente tratando-se de uma aeronave comercial. Se foi desligado de dentro da cabine, então, se indaga: por qual motivo? Sendo um avião comercial não haveria justificativa para ele ficar oculto aos radares e sistemas de localização por satélite.

    Mesmo assim as autoridades informam que fora desligado. Após dias e dias de buscas, nenhum sinal. Se ele mudou radicalmente de rota e, seguiu em direção ao oceano índico, em vôo de baixa altitude, haveriam de tê-lo visto passando em algum lugar.

    Mais um dia amanhece, com ele outros dias e a dúvida no ar. Teorias, buscas e aflições dos familiares das vítimas do 370. Objetos são vistos ao mar, mas não pertencem ao vôo da Malásia. O que aconteceu? Terá sido um sequestro? Não, pelo tempo passado já teria havido comunicação. Terá sido uma ação de extraterrestres?

    Uma hipótese polêmica e difícil de se abordar. Mas como acreditamos em fenômenos dessa natureza, não descartamos essa vertente. Não podemos esquecer que no dia 5/12/1945 seis aviões da Marinha Americana desapareceram na região do triângulo das Bermudas sem deixar vestígios e nunca mais foram encontrados. Somos vulneráveis.

    Conhecemos pouco sobre as profundezas dos oceanos e sobre o infinito universo. Vidas se foram. Restam choro, saudade e lembranças eternas daqueles que partiram. Esperamos que com o auxílio de Deus, encontremos explicações para esse evento tão trágico.